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“Por onde começo?”

Diria que prestar atenção, ou melhor, cultivar a tua atenção, é essencial. Se não o fazes ainda, começa a meditar. Faz um exercício básico de atenção plena: toma consciência da tua respiração, foca-te num ponto entre os teus olhos, na tua testa, ou onde quer que seja mais fácil para ti.

Com o tempo, poderás querer juntar algumas questões à tua prática à medida que te acostumas mais e mais com a calma e com uma consciência mais profunda. A calma e a consciência geralmente geram-se mutuamente. Porque existe uma Presença dentro do Silêncio, e estar consciente é a forma de a encontrares.

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Pergunto-me muitas vezes o que faz do Druidismo aquilo que é. Ou melhor, o que faz do neo-druidismo um caminho assim tão diferente dos outros, especialmente quando consideramos as muitas influências que partilha com outras correntes de espiritualidade. Deixando de parte por um momento a divisão seminal entre o druidismo revivalista e o druidismo reconstrucionista e/ou politeísta, que eu pessoalmente penso serem complementares como se vê na prática de algumas pessoas, prefiro perguntar qual a finalidade de se ser e ser chamado de druida. Qual o bem que se traz a todos os seres quando se pratica este caminho em particular. E mais especificamente, como se pode manifestar no mundo certos papéis típicos de um druida no nosso mundo actual, nos nossos trabalhos, nas nossas vidas diárias, sobre-interligadas, sobre-interrompidas, em nada semelhantes às classes sacerdotais de outras eras.

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Não há volta a dar-lhe… À medida que os dias se tornam mais curtos para darem lugar à escuridão do Inverno, eu sinto, ou melhor, eu sei que uma grande mudança está para acontecer. Também os meus antepassados o sabiam, enquanto colhiam a última das colheitas e enfrentavam o grande Desconhecido da estação fria. O que quer que as três colheitas tivessem aglomerado determinaria o seu destino: ou abundância e gozo ao calor da lareira, ou grandes percas, fome e morte.

O Samhain é sem dúvida um tempo de liminaridade. Um tempo para colher, mas também para começar a semear a próxima colheita; para abater a maioria do gado para obter carne, à excepção de alguns reprodutores selectos. Um tempo para confiar no silêncio profundo e sempre fértil da Terra.

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“Você é druida?”

Fui tomado de surpresa pela pergunta. Diga-se de passagem, um acompanhamento pouco provável para o meu pequeno-almoço na pensão naquela manhã. Estava pela primeira vez no Reino Unido, uma viagem com que sonhava desde que era criança. Estava hospedado numa pequena cidade algures no condado de Wiltshire, e o equinócio de Outono estava próximo. O nascer-do-Sol em Stonehenge, claro, era o principal ponto de atracção, e a minha anfitriã parecia curiosa.

“Não é isso que fazem os druidas, ir a Stonehenge para celebrar as estações?”

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escuta o clamor da Mãe
— é o clamor das águas
águas de um ventre esperançoso
águas de trovões e granizo

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